Conceitos de desenho
Parte4 do ODD. Os conceitos abaixo descrevem mecanismos concretos, sem atribuir intenção humana aos agentes ou validação científica às analogias.
Princípios, emergência e adaptação
Princípios: decisões por percepção limitada, regras probabilísticas, recursos finitos e balanços explicitados. Conservação numérica não implica química, geotecnia ou fisiologia realista. O cenário combina traços de demonstração.
Emergem trilhas, congestionamentos, distribuição de tarefas, tráfego de cargas e desfechos populacionais. Papéis, castas, fontes de odor dos tipos de câmara, funções de recompensa, limites e regras fisiológicas são impostos pelo modelo; não emergem todos do zero nem foram todos inferidos de dados.
Adaptação: a seleção de tarefa responde ao estímulo local e a limiares individuais; a escolha de saída pesa sinais, heurística e exploração. Rotas podem ser reconsideradas e gargalos podem estimular alargamento/recuperação. A seleção de local/câmara tem custos e memórias quando o perfil a habilita.
Objetivos, aprendizado e previsão
Objetivos implementados são coletar/entregar, alimentar/cuidar, manter o abrigo, defender/fugir e reproduzir sob custos. Não há função global de maximização consultada por todas as formigas nem planejamento da população futura por elas.
Aprendizado: ACO e regras locais são o padrão. Uma política pequena de RL pode ser treinada em grafos e aplicada opcionalmente, com traços/atualizações individuais. Recompensas e baselines são escolhas do experimento; treino em geometrias sintéticas não comprova generalização biológica ao terrário.
A previsão é ferramenta do observador, sem acesso dos agentes ao seu resultado. Réplicas de estado completo e extrapolação por contagens são métodos diferentes. Intervalos exploratórios e erros em continuações sintéticas não são cobertura empírica de uma colônia natural.
Percepção e interação
O adulto tem alcance limitado para alimento, perigo, química e contatos. No forrageamento superficial, alimento é procurado até2,3 unidades e três rumos de feromônio são amostrados a0,7. São alcances de demonstração, não visão real.
O motor mantém o grafo completo para física e campos; a política de bifurcação usa saídas adjacentes, odor próximo e memória de até64 arestas percorridas. Conhecer uma entrada visitada não equivale a conhecer todo o mapa. A rotina nestPath existe para ferramentas/testes, não como oráculo padrão da operária.
Contato, trofalaxia, transporte e encontros químicos exigem condições locais. Reconhecimento por distância entre assinaturas pode gerar intimidação, fuga ou conflito; camuflagem e mimetismo são hipóteses demonstrativas. Predadores, plantas e simbiontes também interagem por regras próprias, não por um LLM.
Estocasticidade e coletivos
Seed inicializa estados pseudoaleatórios. A sequência de chamadas do RNG de cada colônia é parte da trajetória; paisagem, atributos e alguns campos usam seeds derivadas. Não há aleatoriedade criptográfica ou ruído externo por frame.
Escolhas de direção/tarefa, reprodução e riscos usam sorteios condicionais. Genes e diferenças de atividade/coragem/exploração geram heterogeneidade. Mutação e seleção no modelo não comprovam evolução calibrada de uma espécie.
A colônia agrupa parentesco, recursos e odor. Filhas têm estado próprio num habitat comum. Não há uma mensagem central dizendo a cada operária para onde ir; há coordenação do motor para compartilhamento, limites, física e registro.
Observação
Contagens/diário/CSV são resultados do modelo; os painéis de campo mostram amostras ou faixas definidas, não leituras de sensores reais. Uma câmera em primeira pessoa muda apresentação. A pessoa pode intervir e comparar A/B. A seleção da informação disponível para previsão pertence ao experimento e precisa ser registrada, junto com versão, seed, perfil e intervenções.